Há dias em que a nossa cabeça parece um oceano de lembranças
e recordações, transpondo-nos para um lugar só nosso. Um lugar que fomos
criando com vivências, com momentos e principalmente com pessoas, pessoas essas
que nos fizeram aprender o que sabemos hoje.
Às vezes dou por mim tempos
infinitos dentro desse meu lugar. E digo-vos que a maior parte das vezes não é deveras
agradável. Em todos os oceanos existem correntes, ora fracas ora fortes que nos
movem tanto para terra como para zonas sem pé nas quais me sinto perdido e
consumido por essa catastrófica quantidade de pensamentos.
E hoje é um desses
dias. As pessoas vão e vêm. Umas permanecem outras desaparecem. Agindo
igualmente como dantes ou de diferente modo. E aí pergunto-me “Porquê?” calado,
refugiado no meu silêncio ensurdecedor esperando obter respostas concretas que
me mostrem um rumo, como um farol. Repito: Hoje é um desses dias.